sábado, 19 de setembro de 2009

Gravidez com esclerose múltipla – Parte 1 – Curiosidades.

Doenças auto-imunes mediadas por células T como artrite reumatóide e a EM tendem a melhorar durante a gravidez em virtude das alterações imunológicas que esta proporciona. Mudanças no sistema imunológico favorecem a passagem da mediação celular para humoral por meio de um grande estudo multicêntrico e prospectivo, observaram a história natural da EM em mulheres grávidas, estudadas em 12 países europeus, com seguimento até dois anos após o parto.


Com critérios rígidos de avaliação, estudaram 227 gestações com diagnóstico de esclerose múltipla há pelo menos um ano. Verificaram que o índice de recaída em comparação com um ano antes da concepção regrediu 70% durante o terceiro trimestre de gravidez e aumentou nos três primeiros meses do pós-parto, apesar de 72% das pacientes não terem apresentado recaída neste período.

Dessa forma, a avaliação que incluiu um ano de pré concepção, a gravidez em si e o período de um ano após o parto revelou que a ocorrência da gravidez não alterou o índice global de progressão da doença. Observaram também que mulheres que amamentaram tiveram menos surtos da doença, fato este sem uma explicação plausível.

Alguns estudos criteriosos têm demonstrado que não existem efeitos deletérios da EM nos índices de fertilidade, abortamentos, prematuridade ou pré-eclâmpsia, entre outros. Estudos verificaram não serem diferentes da população geral os índices de cesárea, baixo peso ao nascimento, mortalidade infantil ou anomalias congênitas. Embora Dahl tenham descrito maior prevalência de parto induzido, fórceps, baixo peso e altura ao nascimento, estes autores não identificaram maior incidência de defeitos congênitos ou mortalidade neonatal. Ferrero cita maior incidência de anemia e aumento de infecção urinária em grávidas com EM.


Fonte:

Esclerose múltipla e gravidez  ( Multiple sclerosis and pregnancy )

Luis Roberto Araújo Fernandes1, Rodrigo Pinto Fernandes2, Yara Dadalti Fragoso3, Umberto Gazi Lippi4


1 MD, MSc, PhD, Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Metropolitana de Santos – UNIMES – Santos (SP), Brasil.
2 Acadêmico de Medicina da Universidade Metropolitana de Santos – UNIMES – Santos (SP), Brasil.
3 MD, MSc, PhD, Departamento de Neurologia da Universidade Metropolitana de Santos – UNIMES – Santos (SP), Brasil.
4 MD, MSc, PhD, Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Metropolitana de Santos – UNIMES – Santos (SP), Brasil.

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